25 março, 2015

Em um relacionamento sério com a comida saudável



Share |


Um belo dia resolvi mudar e resolvi dar um fim ao efeito sanfona que me acometia desde os 30 anos. Todo esse tempo num engorda/emagrece, em fases em que eu estava bem, e outras em que eu estava “fofa”. No auge da “fofura” eu não me dava conta do tamanho que tinha atingido. Como me visto basicamente com vestidos, foi aquele susto ao verificar que aquele terninho verdinho não entrava de jeito nenhum, nem as calças jeans, e andar de salto alto ficou mais cansativo do que antes. Logo depois, uma dor alucinante nas costas me levou a ascender o alerta vermelho. Constatou-se que minha coluna não comportava os 10 quilos a mais que eu tinha adquirido em menos de um ano. No auge da dieta Dukan, fiquei feliz da vida em poder limitar minha dieta aos bifinhos, omeletinhos queijinhos e iogurtes. Assim eu emagrecia e… engordava de novo.
Vivia cansada, sem entrar em metade do meu guarda-roupa, e doente. Com o canto coral, meus crônicos problemas gástricos começaram a me impedir de cantar. Eu deveria tomar uma atitude. Mas ao mesmo tempo, era tão bom viver a vida entre biscoitos amanteigados, pizzas, risotos, potes de sorvete, tudo regado a muita coca zero, tomada aos litros durante o dia. A derradeira veio numa foto feita na praia, onde eu não me reconheci. O que eu via era uma gordinha de biquini. E essa gordinha era eu. Então, nas férias fui numa endocrinologista e fiz uma bateria de exames. Os resultados eram desoladores: meu corpo estava carregando muita gordura e quase nada de músculos. O problema agora não era só emagrecer, mas também desenvolver a massa muscular pois qualquer corridinha poderia me levar a uma lesão.

Mistério não há: é comer de 3 em 3 horas, mastigar, beber água, fazer escolhas benéficas para o organismo, caminhar. E a minha cozinha passou a ter arroz integral, farinha integral, massa integral, frutas, verduras, e muita carne branca. O início foi dramático: fiquei 3 dias totalmente prostrada, com dores de cabeça, como se estivesse em abstinência. Tinha que colocar despertador para me lembrar de comer. Aos poucos os resultados foram aparecendo. E de pronto eu desinchei. Logo ao perder os 2 primeiros quilos, perguntei para a médica quando seria o meu dia livre, aquele em que eu poderia enfiar o pé na jaca. Oi??? Sem dia livre e sim, a escolha de uma ocasião em que eu poderia escolher algo que eu gostasse muito para comer. Esse dia veio, e comi numa sentada só 5 docinhos. Não deu outra. Meu organismo rejeitou de cara a aventura. E hoje no meu prato só cai o que venha da natureza, o que tenha pai e mãe, e preferencialmente que não possua código de barras. E assim a família toda entrou na mesma onda. A saúde agradece.
Então, nesse blog, vou socializar algumas das minhas receitinhas. Pois tudo o que leva nata e açúcar é bom, mas viver bem é melhor ainda. Beijos meus, Ane